quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Insituto Baleia Jubarte premiado pela proteção da biodiversidade dos mares

O Instituto Baleia Jubarte (IBJ) inicia o mês de outubro com motivos para comemorar. Isso porque nesta quinta-feira, 6 de outubro, a ONG será prestigiada com o Prêmio Muriqui, na 2ª edição do Fórum de Cooperação Internacional do Estado de São Paulo. A presidente do Instituto, Márcia Engel, vai ao evento para receber a estatueta de bronze que representa uma das mais importantes homenagens às ações ambientais de todo o Brasil. “O reconhecimento é prova de que estamos no caminho certo, conquistando cada vez mais espaço à nossa causa, de conservar as baleias jubarte, sensibilizando a sociedade para o tema que reflete também o cuidado com a biodiversidade marinha”, afirma Márcia. Ela preside uma das instituições mais conhecidas quando o assunto é pesquisa, educação ambiental e políticas públicas relativas à conservação das baleias jubarte, assíduas frequentadoras do litoral brasileiro, principalmente baiano e capixaba.
 
O Prêmio Muriqui tem a finalidade de incentivar ações que contribuam para a conservação da biodiversidade, para o fomento e divulgação dos conhecimentos tradicional e científico e para a promoção do desenvolvimento sustentável na área da Mata Atlântica. O Prêmio, criado em 1993, é uma iniciativa do Conselho Nacional Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CN-RBMA). Excepcionalmente, em virtude das comemorações dos 20 anos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, em 2011 o Prêmio Muriqui será entregue a duas instituições e duas pessoas físicas, além de um prêmio especial e duas premiações “in memorian”.

O Instituto Baleia Jubarte

O Instituto Baleia Jubarte (IBJ) tem como missão atuar ativamente em pesquisa científica, apoiar políticas públicas de conservação e contribuir para o desenvolvimento humano, a partir de valores como sustentabilidade, ética, transparência e eficiência. Para isso, um dos carros-chefes é o Projeto Baleia Jubarte, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental.

Em paralelo ao trabalho de pesquisa, que é desenvolvido em suas duas sedes (Praia do Forte, litoral norte da Bahia – onde se localiza o Centro de Visitantes – e Caravelas, extremo sul baiano), o Instituto investe também em Educação Ambiental e no Turismo de Observação de Baleias, sendo referência global na preservação do meio ambiente marinho, especialmente das baleias jubartes (Megaptera novaeangliae) e dos botos cinza (Sotalia guianensis). Saiba mais: www.baleiajubarte.org.br

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"Mata Atlântica, a floresta que nos une" em exposição fotográfica

De 03 a 09 de outubro, São Paulo conhecerá um pouco mais de um dos principais domínios biogeográficos brasileiros, a Mata Atlântica. Retratada em lindas fotos pelo fotógrafo por Adriano Gambarini, a exposição "Mata Atlântica, a floresta que nos une", é composta por imagens registradas durante expedições do WWF-Brasil, ao longo de 15 anos, em diversas regiões que compõem a Mata Atlântica brasileira.


O visitante terá a oportunidade de vivenciar a floresta e também de contribuir para as ações do WWF-Brasil por meio da compra das imagens expostas. A doação será 100% revertida para as ações de conservação da natureza executadas pelo WWF Brasil.

"Quando entro numa floresta, antes da busca pelo animal raro ou pelas árvores entremeadas com uma luz incondicional, me entrego ao que considero o mais importante na vida: o sensorial. Temos que vivenciar a essência em toda sua magnitude, num constante aprendizado. Fotografar e compreender o que vejo é apenas a experimentação dessa busca pelo conhecimento, através das sensações." Adriano Gambarini.


Serviço:


Exposição "Mata Atlântica, a floresta que nos une"

Local: Hotel Intercontinental- Alameda Santos, 1123 - São Paulo / SP

Quando: de 03 a 09 de outubro

Entrada franca.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CI e Museu Emílio Goeldi lançam Prêmio para Escolas

Um convite para ver o mundo como sala de aula e a biodiversidade amazônica como tema a ser descoberto no cotidiano. A proposta já tem alguns anos, mas a cada edição, o Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas (PJMA) conquista mentes em formação para olhar mais atentamente a natureza na Amazônia. No dia 16 de setembro de 2011, o Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG) e a Conservação Internacional (CI - Brasil) lançam a 5ª edição do Prêmio Márcio Ayres, que passa a contar com o apoio da Escola de Biodiversidade Amazônica (EBIO), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia.
A partir do lançamento começa a contagem regressiva para que os estudantes do Ensino Fundamental e Médio, de escolas públicas e particulares, realizem trabalhos científicos sobre a fauna e a flora dos municípios paraenses. Serão premiados os três melhores trabalhos em duas categorias - Ensino Fundamental e Ensino Médio. Nesta edição, vencedores receberão como prêmios: notebook (primeiro lugar), máquina fotográfica digital (segundo lugar) e bicicleta (terceiro). Além dos estudantes, também são premiados os professores orientadores (notebook) e as escolas com melhores desempenhos (kit de publicações). A coordenação executiva do Prêmio é formada pela educadora Filomena Secco (MPEG), a jornalista Joice Santos (MPEG/EBIO) e a educadora Maria de Jesus Fonseca (UEPA/EBIO).

A cada edição, o concurso amplia a rede de escolas e alunos contagiados com a ciência e a biodiversidade. Nos anos anteriores, a equipe do Prêmio, em parceria com pesquisadores do Museu Goeldi, percorreram 12 municípios, capacitaram 180 professores e premiaram cerca de 30 estudantes. Até o próximo ano, este número deve aumentar. O PJMA conta com o apoio da Secretaria de Educação do Estado do Pará (SEDUC/PA), e vai buscar o envolvimento das secretarias municipais de Educação, para divulgar o concurso e as atividades promovidas pela equipe direcionada a estudantes e professores.

Filomena Secco ressalta que o Prêmio Márcio Ayres não se limita a inscrição, apuração do resultado e premiação: “Existe todo um processo de mobilização, de atividades educativas, de difusão, que favorece a aproximação entre a ciência e a comunidade escolar”. Segundo Joice Santos, o objetivo do Prêmio é estimular a iniciação científica dentro da escola: “A escola não deve ser apenas um lugar onde se aprende a repetir o que nos dizem ano após ano. A escola é um lugar de acúmulo de conhecimento, de construção desse conhecimento e também de possibilidade de transformação da sociedade”.

Nesta edição, a parceria com a Escola da Biodiversidade Amazônica – EBIO, intensifica a realização de atividades que possibilitam a vivência e a aprendizagem acerca da biodiversidade. “A educação sai de uma perspectiva fechada do ambiente escolar e perpassa a realidade do sujeito”, analisa Maria de Jesus Fonseca, cuja tese de doutorado deu subsídios para a criação do concurso.

Para mostrar a importância da biodiversidade amazônica e instigar o interesse pela ciência entre alunos e professores, uma das estratégias de ação é a realização de atividades educativas e pedagógicas que reúnam a comunidade escolar, a família e os pesquisadores. Até o final do ano, serão realizadas rodadas de palestras, oficinas e trilhas no Museu Goeldi todos os meses com o intuito de promover o diálogo e a reflexão crítica acerca da construção do conhecimento. Além disso, em dezembro, acontecerá a Pororoca da Biodiversidade e a Expofoto da EBIO.

“Vivemos em uma região em que o conhecimento da biodiversidade é muito pequeno ainda. Temos uma vasta campanha pra fazer de descobrimento do que existe nessa floresta que nos envolve”, defende Nilson Gabas Jr, Diretor do Museu Goeldi. A diretora do Programa Amazônia da Conservação Internacional, Patrícia Baião, completa o pensamento de Gabas Jr. explicando que levar a educação ambiental para dentro das escolas é fundamental para a conservação da biodiversidade da região. “É importante os jovens terem consciência do que a Amazônia representa para o Brasil e para o mundo inteiro; quais os serviços prestados, e como eles podem contribuir nesse processo de conservação da natureza, do meio ambiente, das florestas”, afirma Patricia.

PJMA 2.0 – A grande novidade desta edição são os suportes online do Prêmio, onde professores, alunos e familiares podem tirar dúvidas sobre práticas de ensino e consultar os materiais de apoio sobre biodiversidade amazônica. Trata-se de uma forma de divulgar o Prêmio, disseminar o assunto abordado e servir de apoio para as escolas. Para a coordenação do Prêmio, os recursos disponíveis na web permitem compartilhar experiências e estimular a produção coletiva de recursos pedagógicos.

O material multimídia - a produção de conteúdo em áudio, vídeo, texto e foto - será produzido pela equipe do projeto Labcom Móvel – Estudos e Práticas de Comunicação Pública da Amazônia, do Serviço de Comunicação Social do Museu Goeldi. O financiamento do material é do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O conteúdo didático é desenvolvido em parceria com o Núcleo de Estudos em Educação Científica, Ambiental e Práticas Sociais (Necaps), da Universidade do Estado do Pará (UEPA), e ficará disponível no site do PJMA e nos blogs do Labcom e da EBIO. O Labcom Móvel/MPEG e o Grupo de Sociobiodiversidade do Necaps/UEPA fazem parte da coordenação da Escola da Biodiversidade Amazônica.

A equipe do Móvel será responsável por divulgar, registrar e transmitir as atividades relacionadas ao PJMA, principalmente para as escolas que não puderem acompanhá-las presencialmente. Já o Necaps desenvolverá materiais educativos para dar suporte, à distância, na prática pedagógica. Porém, é importante destacar que os blogs serão espaços de construção mútua, onde todos – alunos, professores, escolas – podem e devem contribuir relatando suas experiências.

Entre as produções para web do Prêmio, estréia no dia 16 de setembro o episódio piloto da websérie “Naturalistas do século XXI”, a primeira do gênero voltado para a divulgação científica. Em nove episódios, a websérie conta a história da premiação e de alguns dos jovens vencedores do concurso.

Inscrições – Os alunos podem se inscrever a partir do dia 16 de setembro de 2011 até o dia 20 de agosto de 2012 no Serviço de Educação do Museu Goeldi, enviando seus estudos através dos Correios. Estudantes do Ensino Fundamental podem fazer pesquisas em equipe (dois membros), já os trabalhos de investigação do Ensino Médio são individuais. Todos os trabalhos devem ser orientados por professores da escola em que os alunos estão matriculados e abordar o tema “biodiversidade amazônica”. A seleção das melhores pesquisas é realizada em duas etapas – seleção dos trabalhos escritos e apresentação oral. O resultado final será anunciado dia 6 de outubro de 2012. Visite o site http://marte.museu-goeldi.br/marcioayres/ e conheça todos os detalhes do Prêmio.

História do PJMA – O PJMA foi lançado em 2003, uma parceria do Museu Goeldi e da Conservação Internacional, como uma estratégia de divulgação científica do projeto Biota Pará. A meta é estimular jovens em idade escolar a pesquisarem e valorizarem a biodiversidade. Em quatro edições, vários estudantes de escolas públicas e particulares foram premiados e trouxeram contribuições para o estudo da biodiversidade amazônica, inclusive novos registros de ocorrência de espécies. Em 2012, será lançado um livro que conta esta trajetória e que terá também formato e-book.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Oficina de Educação Ambiental sobre Biodiversidade resgata consciência pelo Cerrado

Com a presença de cerca de 60 educadores do município de Luis Eduardo Magalhães, no oeste baiano, onde a natureza do Cerrado possui expressiva riqueza natural e integra o Corredor de Biodiversidade Jalapão - Oeste da Bahia, a Oficina de Formação em Educação Ambiental Investigando a Biodiversidade em Sala de Aula obteve importantes impactos na sensilibização local.

A iniciativa da Conservação Internacional, em parceria com o Supereco, com o apoio do Instituto Lina Galvani e da Secretaria de Educação, trouxe de forma dinâmica todo o potencial pedagógico do tema biodiversidade e sociodiversidade, com vivências práticas para a sala de aula que fizeram os participantes refletirem sobre o valor do Cerrado. Principalmente, sobre a importântica da manutenção da biodiversidade e das Áreas de Preservação Permanente (APPs) para a qualidade dos serviços ambientais locais, que vão desde o abastecimento de água, a diversidade de matérias-primas para a produção, até a sustentabilidade do próprio “agronegócio”, principal atividade da região.

“O resgate do pertencimento ao Cerrado, já que a maioria dos educadores vêm de fora, a sensibilização sobre o valor da região junto à reflexão de que a educação ambiental deve ser desenvolvida nas escolas de forma transversal, permanente e contínua, potencializando a nova Politica Estadual de Educação Ambiental da Bahia, foram pilares essenciais da transformação social conquistada na oficina, tornando a biodiversidade um grande guarda-chuva de conexões na escola”, ressalta Andrée de Ridder Vieira, coordenadora geral do Instituto Supereco.

Para a gerente de comunicação da CI, Gabriela Michelotti, “a oficina contribuiu para se desconstruir a imagem negativa da população em relação ao Cerrado. Ao discutir características locais, como a vegetação de árvores retorcidas e a fauna do Cerrado, ensinou que o bioma e a biodiversidade local são ricas e importantes para a sobrevivência de todos os brasileiros”.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Supereco nos Diálogos sobre a Biodiversidade, rumo à Rio+20, defende educação para a conservação

O Instituto Supereco participou, junto com representantes da sociedade civil, nesta útlima segunda e terça-feira (26 e 27/9) da série Diálogos sobre a Biodiversidade, em Brasília. O objetivo do encontro, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente, e entidades parceiras como WWF-Brasil, União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN), foi debater a elaboração da estratégia nacional para a conservação da biodiversidade.

Os Diálogos da Biodiversidade são organizados para promover consultas públicas a diferentes setores da sociedade com objetivo de coletar contribuições para a construção de um plano nacional de biodiversidade.
De acordo com Bráulio Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, o Ministério pretende estabelecer um referencial atualizado para o País trabalhar este tema em seus planos estratégicos.

Ele explica que apenas em 2002 as metas de prevenção e conservação da diversidade biológica começaram a ser estabelecidas. Em 2004, foram definidas 21 metas globais de biodiversidade, mas só a partir de 2006 foram aprovadas, pela primeira vez, um conjunto de metas nacionais.

"Antes de estabelecermos novas estratégias nacionais para 2020, que devem ser baseadas nas Metas de Aichi, decidimos promover esse diálogo. É fundamental a inserção do tema da diversidade biológica no planejamento estratégico de outros segmentos do Governo e da economia", esclarece o secretário.
Dias acredita que o maior desafio agora é conseguir engajar todos os setores da sociedade e Governo na busca pela conservação. As análises das metas nacionais indicam que as causas de degradação da biodiversidade estão ocorrendo nestas esferas.

O MMA pretende concluir esta consulta ainda neste ano para depois consolidar um documento com estas contribuições. A intenção é fazer uma proposta final do que seria uma meta nacional até 2020.

"Nós iniciamos uma discussão com outros ministérios para checar a aceitação do encaminhamento ao Congresso Nacional do que seria a Política Nacional de Biodiversidade, processo semelhante ao que ocorreu com a Política Nacional de Mudanças Climáticas. Queremos transformar isso em um projeto de lei, dando respaldo político a estas consultas", disse Dias.

Estratégia brasileira -  Para Cláudio Maretti, superintendente do WWF-Brasil, o MMA está promovendo a abertura do diálogo com a sociedade. "Estamos neste momento construindo a posição e as estratégias brasileiras, por isso esta discussão com diferentes setores é importante para que as metas sejam incorporadas no cotidiano das empresas, do Governo e de toda a sociedade", afirmou.

"Ainda temos que fazer uma adaptação baseada na biodiversidade em ecossistemas, que contemple as comunidades locais e as metas estabelecidas em Nagoya. A economia verde depende desta biodiversidade que estamos discutindo. A biodiversidade está no nosso dia, é o nosso alimento, é o que interfere também nas mudanças climáticas, no clima que temos em cada região, em produtos que usamos no cotidiano. Não é apenas uma preocupação de ambientalistas", defende.

A jornalista ambiental Liana John também defende a ideia de tornar a biodiversidade brasileira um tema comum para toda a sociedade. Ela acredita que o reconhecimento do valor da diversidade biológica só vai ocorrer quando a população souber que este assunto está presente em nosso dia-a-dia.
"Todas as pessoas precisam entender que a biodiversidade é um patrimônio nacional. Se elas acreditam, por exemplo, que os parques e reservas não são uma extensão de sua casa, que não são propriedade da própria população, então o tema fica distante do interesse das pessoas", reforçou a jornalista.

Metas de Aichi - As chamadas Metas de Aichi - determinadas pela última Convenção da Diversidade Biológica (CDB), realizada em Nagoya, na província de Aichi, no Japão - estabelecem um conjunto de metas agrupadas em temas como a contenção da perda da biodiversidade; ações para reversão dos processos que causam a devastação da mesma em todo o planeta; os problemas ligados ao uso não sustentável de seus elementos; incorporação dos conhecimentos de populações e povos tradicionais e mobilização de recursos financeiros para esta causa. 

Também indicam aos países participantes uma conservação mínima de 17% em áreas continentais e 10% em zonas marinhas de seus territórios

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Campo Grande (MS) cria mosaico de iniciativas pela sustentabilidade

Desdobramentos oriundos das oficinas de educação ambiental “Investigando a Biodiversidade em Sala de Aula” já começam a surgir em diferentes Estados do país. Uma dessas histórias de boas práticas após o contato com a riqueza do mundo natural e suas possibilidades para a educação vem de Campo Grande (MS), onde o WWF-Brasil e o Instituto Supereco realizaram oficina em fevereiro de 2011 para 60 profissionais da rede pública de ensino.


Além de dinâmicas que “aterrizam” no território e revelam o funcionamento das complexas interações existentes no ambiente pantaneiro, foi a atividade “Mosaico da Sustentabilidade”, que permite a reflexão sobre o uso dos recursos naturais pelas atividades humanas, a que tocou mais profundamente os participantes. Com simples hexágonos de papelão reutilizado e algumas sucatas, os professores viram como é possível transmitir nas escolas a importância da sustentabilidade e dos serviços ambientais.

“Aplicamos a mesma metodologia no encontro mensal de formação da rede municipal de ensino, junto a 500 professores. Ficamos encantados com a atividade, pois além de tratar do esgotamento dos recursos, permite pensar nossos próprios problemas, como o lixão do município, e vislumbrar soluções, a exemplo da separação do lixo dentro das escolas”, conta a agente técnica de Ciências da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), Cristiane Goudin, formada na oficina de fevereiro.

A multiplicação do conhecimento caiu como uma luva em algumas escolas que são verdadeiros laboratórios a céu aberto. Numa delas, a existência de uma nascente de água dentro da escola tornou-se motivo de valorização do ambiente local e de uma aula ao ar livre. Em outra, professores descobriram a importância de voltar no tempo e descobrir com os alunos como era o ambiente do entorno antes da urbanização.

“Às vezes, o que falta no dia-a-dia das escolas é as pessoas pararem para refletir sobre o espaço em que se encontram. Nesse sentido, o cálculo da pegada ecológica com os professores também fez pensar no como podemos mudar de hábitos, principalmente os de consumo”, expressa Cristiane.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Conservação internacional (CI - Brasil) e Instituto Supereco promovem oficina de educação ambiental no Oeste da Bahia

A Conservação Internacional (CI-Brasil) e o Instituto Supereco desenvolvem nos próximos dias 27 e 28 de setembro a oficina de sensibilização Investigando a Biodiversidade, voltada a educadores da região do Oeste Baiano.  A iniciativa faz parte do Programa Produzir e Conservar da CI-Brasil, e tem o apoio do Instituto Lina Galvani e da Secretaria de Educação de Luis Eduardo Magalhães. A oficina visa transmitir o potencial pedagógico do tema biodiversidade e sociodiversidade para a aprendizagem no sistema de ensino, reforçando o papel da educação ambiental no desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que garantam a conservação do patrimônio natural. Ao todo, serão capacitados 60 educadores do município de Luis Eduardo Magalhães e membros do Parque Fioravanti Galvani, onde a oficina acontece.

“O esforço é parte do trabalho da CI-Brasil de implantação do corredor, que depende da recuperação de áreas degradadas, mas essencialmente do compromisso da população com a conservação, daí a importância de investir em sua formação”, coloca Fernando Ribeiro, coordenador de socioeconomia da CI-Brasil. O conteúdo da oficina é baseado no livro “Investigando a biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil”, lançado em 2010 pela Conservação Internacional, WWF-Brasil e Instituto Supereco. O material traduz as complexas relações do mundo natural para informações simples e relacionadas ao nosso cotidiano. “O conteúdo e a metodologia de educação ambiental da oficina permitem que cada um descubra mais sobre seu endereço ecológico e os serviços ambientais que ele oferece, comprometendo-se com a conservação ambiental, a começar pela sala de aula”, afirma Andrée Vieira, coordenadora geral do Instituto Supereco. Veja mais no blog do Investigando a Biodiversidade investigandoabiodiversidade.blogspot.com

A oficina conta com dinâmicas intercaladas à transmissão de conteúdo, que abordam temas como: os processos fundamentais da educação ambiental, a relação entre água e floresta, o Cerrado como hotspot, os serviços ambientais da biodiversidade e casos de sucesso no corredor Jalapão-Oeste da Bahia.

O Cerrado e o Corredor Jalapão-Oeste da Bahia

Savana” mais rica do mundo, com cerca de 5% da biodiversidade do planeta, o Cerrado é um mosaico de campos, savanas, florestas e terras úmidas interligadas e homogêneas. Ocupando grande área do Brasil Central, faz fronteira com Amazônia, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica e, por esse contato, apresenta ecossistemas extremamente ricos e específicos.  São 11 tipos de formações com espécies que só existem ali, incluindo até 11 mil tipos de plantas, 500 espécies de peixes e 850 de aves.
O Cerrado é o berço das águas do país, de onde partem nossos principais rios, como o São Francisco, Tocantins-Araguaia e Paraná-Paraguai. Mas é também um Hotspot, uma das 34 áreas do planeta com os mais altos níveis de biodiversidade, grande endemismo de espécies, e maior grau de ameaça de extinção. O primeiro estudo do desmatamento no Cerrado, realizado na década de 2000, revelou que mais de 50% do bioma já foram desmatados, e seguindo o ritmo da devastação, suas paisagens poderiam ser completamente extintas até 2030.
Com cerca de 3 milhões de hectares, o Corredor de Biodiversidade do Jalapão-Oeste da Bahia, estende-se pela porção Leste do Tocantins, parte do Piauí, Maranhão e Bahia. Desde 2004, a Conservação Internacional trabalha para implementar o corredor nesta região do Cerrado. Além da grande diversidade de ambientes locais, da alta biodiversidade e dos recursos hídricos da Bacia do Araguaia-Tocantins, o Corredor revela beleza paisagística singular e reforça sua vocação para práticas sustentáveis, como o ecoturismo e a pequena agricultura.



Sobre a Conservação Internacional (CI-Brasil)
É uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987, com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global -, amparada em uma base sólida de ciência, parcerias e experiências de campo. Como uma organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma ONG nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte-MG, Belém-PA, Brasília-DF e Rio de Janeiro-RJ, além de unidades avançadas em Campo Grande-MS e Caravelas-BA. Para mais informações sobre os programas da CI no Brasil, visite www.conservacao.org ou siga-nos no twitter @CIBrasil e facebook http://www.facebook.com/pages/Conserva%C3%A7%C3%A3o-Internacional-CI-Brasil/231538486861792


Sobre o Instituto Supereco
É uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1994, para promover a educação ambiental como ferramenta estratégica para a conservação do meio ambiente aliada ao desenvolvimento humano. Desenvolve programas de intervenção de forma socioparticipativa a partir do eixo arte-cultura-comunicação-educação-geração de renda-esporte -meio ambiente, visando formar uma rede de parceiros (escolas, empresas, ONGs, instituições governamentais e comunidades) pela educação voltada à conservação. Definiu, desde 2005, como seu Programa Institucional o “Planejando a nossa Paisagem: Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar”, em áreas da Mata Atlântica, tendo a educação ambiental como estratégia de formação e fortalecimento dos recursos humanos locais, individuais e coletivos, para o planejamento e a sustentabilidade dos corredores de biodiversidade. Informações: www.supereco.org.br
Twitter:  @ superecco