sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Campo Grande (MS) cria mosaico de iniciativas pela sustentabilidade

Desdobramentos oriundos das oficinas de educação ambiental “Investigando a Biodiversidade em Sala de Aula” já começam a surgir em diferentes Estados do país. Uma dessas histórias de boas práticas após o contato com a riqueza do mundo natural e suas possibilidades para a educação vem de Campo Grande (MS), onde o WWF-Brasil e o Instituto Supereco realizaram oficina em fevereiro de 2011 para 60 profissionais da rede pública de ensino.


Além de dinâmicas que “aterrizam” no território e revelam o funcionamento das complexas interações existentes no ambiente pantaneiro, foi a atividade “Mosaico da Sustentabilidade”, que permite a reflexão sobre o uso dos recursos naturais pelas atividades humanas, a que tocou mais profundamente os participantes. Com simples hexágonos de papelão reutilizado e algumas sucatas, os professores viram como é possível transmitir nas escolas a importância da sustentabilidade e dos serviços ambientais.

“Aplicamos a mesma metodologia no encontro mensal de formação da rede municipal de ensino, junto a 500 professores. Ficamos encantados com a atividade, pois além de tratar do esgotamento dos recursos, permite pensar nossos próprios problemas, como o lixão do município, e vislumbrar soluções, a exemplo da separação do lixo dentro das escolas”, conta a agente técnica de Ciências da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), Cristiane Goudin, formada na oficina de fevereiro.

A multiplicação do conhecimento caiu como uma luva em algumas escolas que são verdadeiros laboratórios a céu aberto. Numa delas, a existência de uma nascente de água dentro da escola tornou-se motivo de valorização do ambiente local e de uma aula ao ar livre. Em outra, professores descobriram a importância de voltar no tempo e descobrir com os alunos como era o ambiente do entorno antes da urbanização.

“Às vezes, o que falta no dia-a-dia das escolas é as pessoas pararem para refletir sobre o espaço em que se encontram. Nesse sentido, o cálculo da pegada ecológica com os professores também fez pensar no como podemos mudar de hábitos, principalmente os de consumo”, expressa Cristiane.

1 comentário:

  1. Muito boa essa iniciativa de noticiar os processos com o Investigando a biodiversidade na rede. No WWF tivemos experiências com o material, também, com as secretarias municipal e estadual de educação em Apiacás, Colniza e Reserva do Cabaçal, ambos municípios do Mato Grosso, e na Estação Ecológica de Águas Emendadas, em Planaltina-DF. Após esses trabalhos realizados em 2010, estamos desenvolvendo uma proposta para ganhar escala enriquecendo a temática em sala de aula com outros materiais e processos, assim que estivermos com o bloco na rua, comunicaremos. Parabéns a tod@s envolvid@s em mais essa história de sucesso da educação para sociedades sustentáveis. E vamos manter as trocas de experiências vivas entre nós.

    Axé!

    Bruno Reis
    Programa Educação para Sociedades Sustentáveis
    WWF-Brasil

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